Editora Naós  
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1. Quais os malefícios – os principais a serem pontuados – que a música secular pode trazer, não somente para quem a ouve, mas para quem a reproduz também?
R. Nosso cérebro é programado para interagir com o meio externo, e reagir a ele. Se o estímulo é positivo temos a sensação de bem estar, e produzimos substancias que nos dão prazer; dopamina, endorfina, etc. Muitas freqüências sonoras contêm batidas rítmicas que se aproximam com nosso sistema cardíaco.
Aos poucos podem aumentar ou diminuir esta freqüência, excitando ou relaxando o nosso cérebro. No tocante ao ritmo é assim que reagimos. Há músicas, mesmo sem serem cantadas. Usando só instrumentos que podem nos dar a sensação de angústia, por exemplo. Um clássico disso é o adágio de Samuel Barber, que propositalmente causa sensação de profunda angustia. O objetivo era de proporcionar ao ouvinte a sensação de terror que o povo Judeu sofreu ao longo dos séculos de perseguição. O modelo usado é não concluir a frase musical, dando a sensação de incontinuidade. Esta mesma técnica pode ser utilizada para produzir sensações de depressão, melancolia, ira, etc. Já no caso de músicas com letra, e cantadas, notamos muitas vezes a ênfase em sexo, drogas, destruição, violência, racismo, vandalismo, etc. Sem contar com as que possuem conteúdo subliminar. Para quem ouve, há um condicionamento, muitas vezes involuntário, a tomar atos agressivos. Vemos isso com freqüência no transito. Ouvir músicas com conteúdos agressivos potencializa a agressividade. Para quem cria estas melodias, evidente, há já instalado no coração algum tipo de contaminação, ou mágoa não resolvida.

2. A música do mundo faz mal somente ao cristão ou também prejudica a outras pessoas?
R. Se você contamina ao ar, todos que respiram daquele ar, serão contaminados. O meio acústico é similar, reagimos da mesma forma, independente da crença ou profissão de fé. Importante destacar que o crente, possui um diferencial, que é o discernimento, que por sua vez é fruto do Espírito Santo. A reação natural de um filho de Deus, é de sair do meio nocivo.

3. O poder da música pode variar conforme a faixa etária da pessoa que tem contato com ela ou o efeito se dá de forma geral?
R. O homem possui etapas de desenvolvimento, e em cada uma delas temos reações diferentes a estímulos. Uma criança reage diferente de um adolescente, que por sua vez reage diferente de um adulto. Porém, na fase de maturação, onde o caráter esta sendo moldado estamos mais vulneráveis a estas influencias. Portanto a fase mais frágil será sempre na infância e pré-adolescencia.

4. Como eu posso reconhecer uma música que não edifica?
R. Música é um conjunto, precisa ter conteúdo como um todo. Julgo importante avaliar a letra, a mensagem. Ela edifica ou não? E indo por este rumo de raciciocínio vamos chegar a conclusão que as musicas evangélicas tem mais elementos, como se fossem mais “vitaminas” para fortalecer o Homem Espiritual. Porém, mesmo no caso de musicas evangélicas, ou Gospel, como outros nomenclaturam, ressalto que há algumas que não expressam a verdadeira adoração e louvor a Deus. O que agrada ao Pai é adoração. Não é o espetáculo. Se a motivação for ir a um Show de uma banda Gospel para ver uma mera apresentação teatral, e não buscar verdadeiramente agradar ao Pai, com a verdadeira adoração. Seremos meros sinos que retinem. Produziremos sons, vozes, mas não adoração. O que não edifica!
Muitos procuram prestígio, status, ao gravar um CD, por exemplo. Mas o que dá ibope nos céus são lágrimas de arrependimento, conforme já ouvi em um CD do Pr. Judson Oliveira, que admiro muito.
O que agrada ao Pai é a adoração! Buscar acima de tudo agradar a Deus! Em suma, o que edifica, acima de tudo, é amar os que Deus ama, e repudiar o que Deus repudia. Assim, seremos espelhos da vontade de Deus na terra e podemos refletir a luz de Cristo à aqueles que estão em trevas.
Para tudo que faço, penso antes: “O que Jesus faria?”

   
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