Da Fama para o Evangelismo (Publicado em: 19/11/02)
Repórter: Bruno Faria - brunofaria@tvgenesis.com.br
Nesta nova entrevista, o ex-integrante do grupo Dominó, Nill, relata-nos um pouco de sua trajetória e como foi ter saído do programa "Gospel Line" ( Rede Record) . Também descreve como foi ter experimentado a fama e glamour - que o mundo oferece -, e ter largado sua carreira secular para seguir a Jesus Cristo.
Bruno Faria - Conte-nos seu testemunho de vida?
Nill - Ao 10 anos de idade conheci Jesus Cristo como Senhor e Salvador numa Igreja Batista, após sofrer com uma terrível opressão maligna. Fui liberto por Cristo e passei a participar dos cultos de oração. Meu pai me proibiu de frequentar os cultos. Fiquei 12 anos afastado do Evangelho. Foi nesse período que fiz parte do Grupo Dominó. Em 1992 voltei a frequentar uma igreja evangélica, depois de ficar tremendamente frustrado com o meio artístico e comigo mesmo. Em 02 de outubro de 1993 entreguei-me totalmente ao Senhor Jesus e fui batizado no mesmo dia. Desde então Ele tem me mantido ao Seu lado.
BF - Quando era uma celebridade - para a mídia secular - chegou a ser altivo, isto é, é verdade que os artistas, quando ficam famosos, viram "estrelas", com todas as exigências, etc...?
Nill - Olha Bruno, eu não fiquei "estrela", mas, admito que fiquei um pouco arrogante. A gente precisa ter muita firmeza de caráter para não deixar o sucesso "subir à cabeça". Mas isso aconteceu apenas nos primeiros momentos da minha carreira. Depois de uns meses eu voltei ao normal, graças a Deus!
BF - Como você lida e concilia seu lado de cantor com o de advogado?
Nill - Até aqui não tive tempo para exercer a advocacia, pois me dediquei somente à música e depois à apresentação do Gospel Line. Se Deus quiser, a partir de agora, vou conseguir conciliar o ministério com a profissão.
BF - Por ter tido amizade com Xuxa, Angélica, Gugu Liberato, chegou a falar de Deus para este pessoal, ou que artista já pôde evangelizar?
Nill - No início deste ano tive um encontro muito agradável com o Gugu. Dei uma Bíblia para o seu filhinho e conversamos um pouco sobre a minha vida e o que Jesus Cristo tem feito por mim.
BF - Ficou magoado com Line Records e Rede Record, por terem colocado Mara à frente do Gospel Line?
Nill - De forma alguma, eles tinham todo o direito de fazer isso. O programa pertence à Line. Desejo sucesso à Line e à Mara, quero que o nome do meu Senhor Jesus seja exaltado através de suas vidas e do programa.
BF - Como está seu dia a dia hoje, após a saída do programa?
Nill - Tenho tido mais tempo para me dedicar à pregação da Palavra e ao Direito. Tenho participado como preletor de vários cultos e congressos de jovens e estou aprimorando meus conhecimentos jurídicos.
BF - Como é sua vida eclesiástica?
Nill - Sou evangelista e tenho trabalhado como pregador itinerante. Tenho viajado por todo país e já estive algumas vezes nos Estados Unidos e Inglaterra, sempre levando a Palavra de Deus. Em minha igreja eu já estive envolvido com nossa Escola Bíblica Dominical, como professor de adolescentes e vice-superintendente. Sempre que possível eu prego em nossas congregações e ministro louvores em nossa Igreja Central.
BF - O Ministério Sara Nossa Terra, lida muito com cura interior, para você um líder antes de sair para atuar em seu ministério, deve ser antes curado emocionalmente?
Nill - Sem dúvida. A Igreja deve sempre estar atenta ao estado emocional de seus líderes. Quanto ao fato de estar completamente curado, bom, isso seria ideal, mas não é o que sempre acontece. A batalha é constante e feroz e às vezes, mesmo feridos, temos que continuar a exercer nosso ministério. Por isso o apoio da Igreja é fundamental.
BF - Qual sua opinião sobre a conversão de muitos artistas, e que tem acontecido principalmente na Sara Nossa Terra?
Nill - Não tenho contato com um artista cristão que seja membro da Sara Nossa Terra, por isso não poderia opinar sobre eles. Mas posso afirmar que fico muito feliz por eles e espero que possam dar muitos frutos para confirmarem sua conversão e exaltarem o nome do Senhor Jesus.
BF - De qual forma você gosta de ser chamado: De cantor ou ministro de louvor?
Nill - Sou um artista cristão, mas prefiro ser chamado de ministro de louvor.
BF - Por ser um cantor, que já vendeu milhares de Cds no mundo secular, e hoje estar no evangelho... Você acha que hoje, no meio evangélico, estão comercializando de certa forma a unção?
Nill - Não a unção propriamente dita, mas alguns usam seus dons e talentos não para edificarem a Igreja e honrarem a Deus, e sim para apenas ficarem famosos e honrarem a si próprios. Porém, quero deixar bem claro que não sou contra o pagamento de alguma forma de remuneração aos ministros e cantores. Creio que são todos dignos disso. O que combato é o exagero e a falta de compromisso com Cristo. Quero dizer também que, graças a Deus, ainda temos verdadeiros adoradores de Cristo em nosso meio.
BF - De acordo com sua opinião, qual foi o momento de maior fama que atingiu no mundo, quando era do grupo Dominó?
Nill - Acho que foi em 1989, pouco antes do meu rompimento com o grupo.
BF - E hoje, por estar com Deus, qual foi sua maior vitória conquistada, além de sua conversão.
Nill - Puxa, são inúmeras vitórias alcançadas nesses últimos 09 anos, desde que me reconciliei com Deus através de Jesus Cristo. Acho que não sou capaz de mencionar apenas uma, desculpe-me.
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Nill - Desejo que o Senhor Jesus os abençoe e conduza até a Sua pessoa, para que todos vocês possam ter a paz e o amor de Deus em seus corações, assim como eu tenho. Um forte abraço a todos!
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