Artigos e livros direcionados ao
estudo de libertação
A Filosofia Do Engano
Por Mary Larroyd
Autora de Abrindo as cortinas do engano

A Bíblia apresenta o conceito de um Deus único
que criou o universo (Gênesis 1.1). Embora Deus esteja
presente em todos os lugares, visto que é onipresente
(Jeremias 23.23-24), Ele tem sua existência separada das
obras por Ele criadas ou da própria natureza. (Atos 17.24-29).
Em Isaías 43.10, lê-se: “Vós sois
as minhas testemunhas, diz o Senhor; o meu servo a quem escolhi;
para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo,
e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
haverá”.
Na época, porém, eu não tinha conhecimento
pleno e não entendia essa cristalina verdade, então
aceitei a explicação do meu amigo e fui com ele,
na semana seguinte, à reunião do seu núcleo.
A Seicho-No-Iê é conhecida como uma filosofia de
vida, e também por suas doutrinas otimistas. Ela se fundamenta
no pensamento positivo, no perdão, na gratidão
e na reconciliação com todas as coisas do céu
e da terra. É uma manifestação religiosa,
originada no Japão. Foi fundada pelo professor Masaharu
Taniguchi, no dia 22 de novembro de 1893. A admiração
que os adeptos têm por ele é tal que o torna um
ser onipresente, como Jesus, e é idolatrado como mestre.
Essa é uma enganação do diabo, pois o professor
Taniguchi morreu em 17 de junho de 1985, em Nagasaki, Japão,
aos 92 anos de idade e, até hoje, seus restos mortais
se encontram em seu túmulo, ao passo que Jesus ressuscitou
dos mortos, está vivo no céu e SEU TÚMULO
ESTÁ VAZIO (Ap 1.17,18).
Pois haverá tempo em que não suportarão
a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão
de mestres segundo as suas próprias cobiças, como
que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar
ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas
(2Tm 4.3-4).
Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim
também haverá entre vós falsos mestres,
os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras,
até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
E muitos seguirão as suas práticas libertinas,
e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade
(2Pe 2.1-2).
Taniguchi fundou a Seicho-No-Iê em cima de três
segmentos religiosos que considerou mais importantes, ou seja,
budismo, xintoísmo e cristianismo, tirando das mesmas
os ensinamentos que prega no seu movimento, com a finalidade
de iluminar a humanidade.
Seicho-No-Iê, significa “Lar do Progredir Infinito”.
Os seus seguidores afirmam que não pregam uma religião,
mas uma filosofia, podendo os adeptos continuar freqüentando
a sua religião de origem. No entanto, na década
de 1940, o movimento foi registrado como religião pelo
governo japonês. É mais uma religião sem
fundamento bíblico, sincretista, utilizando escrituras
do budismo, textos das antiguidades japonesas e a Bíblia.
Prega que o homem é filho de Deus, por isso não
é pecador e ensina que os problemas não existem.
A Bíblia contrapõe dizendo que nos tornamos filhos
de Deus quando aceitamos Jesus como Salvador pessoal.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus; a saber, aos que crêem no seu nome
(Jo 1.12).
Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e
que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as
Escrituras (1Co 15.3-4).
...porque o salário do pecado é a morte, mas o
dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus,
nosso Senhor (Rm 6.23).
Nisto está o erro fundamental da Seicho-No-Iê.
Nega a queda do homem, admitindo como ensino central que o homem
é filho de Deus, incapaz de pecar. A Bíblia diz
que o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44). Se uma religião
ou filosofia afirma não existir pecado, está ensinando
uma mentira, pois “se dissermos que não temos pecado
nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não
está em nós (1Jo 1.8).
Se todos os homens são filhos de Deus, como preceitua
a Seicho-No-Iê, então estão na lista os
ladrões, os assassinos, os terroristas... O ensino dessa
religião diz que o ser humano é bom e se eleva
à condição de Deus pela libertação
da consciência do pecado. Para eles não existe
matéria, nem carne, nem corpo. Para o cristianismo, nós
nos tornamos filhos de Deus pela regeneração,
quando largamos a mentira, o ódio, inveja, dissensões,
ciúmes, drogas, licenciosidade, enfim, a natureza humana
corrompida, e aceitamos Jesus como nosso Salvador.
Deste modo, na Bíblia Jesus chama os fariseus de filhos
do diabo (Jo 8.44) e o apóstolo Paulo menciona os filhos
de Deus e os filhos do diabo em Atos 13.10. Somente é
filho de Deus aquele que recebe a Cristo pela fé (João
1.11,12). Se o homem fosse realmente bom, o mundo seria o paraíso.
Não haveria guerra, fome, destruição, roubos,
corrupção... E entre os adeptos da seita não
haveria pessoas sofrendo, derrotadas e infelizes... Na verdade,
Deus criou o homem bom, sem mácula, sem pecado. Mas o
próprio homem, ao desobedecer a Deus no Éden,
tornou-se mau e se corrompeu por intermédio do pecado
da desobediência. Com o sacrifício de Jesus cruz,
Deus deu ao homem a oportunidade de se redimir com a condição:
aceitar Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador
e obedecê-Lo.
Todavia, o mais interessante é que a Seicho-No-Iê
não admite o pecado, mas fala em culpa, crime, perdão,
purificação, mácula, aprimoramento, maldade,
desgraça...
A doença para a Seicho-No-Iê não é
real, bem como a dor, porque a matéria não tem
existência real. Os seus preletores acreditam que não
existe enfermidade, mas pregam a cura. Como permitem que os
adeptos testemunhem a cura de um câncer, se ele não
existe? Eles não sabem nem o que pregam, tal é
o engano em que vivem. Satanás cega o entendimento dos
incrédulos, para que não vejam a verdade (2Co
4.3-4). Eles acreditam que tudo é possível pelo
poder da mente. No livro “Convite à Prosperidade”,
p. 16, está escrito: “Como Deus não criou
a doença, a doença não existe. De agora
em diante não existirá mais nenhum sofrimento,
nenhuma tristeza, nenhuma decepção e nenhum desapontamento”.
Os seus adeptos são ensinados a controlar a sua mente
e a procurar a sua própria felicidade, mentalizando-a.
A experiência de Jó, rei Ezequias, o apóstolo
Paulo e de outros personagens bíblicos mostra claramente
que as doenças não são uma ilusão.
O próprio Jesus Cristo sentiu dor e sofrimento e pediu
que Deus passasse dele aquele cálice de sofrimento. A
própria experiência humana, fora dos limites da
Seicho-No-Iê, afirma a realidade da doença, da
dor e do sofrimento; em sã consciência, ninguém
pode negá-los. Jesus, em João 16.33 diz: “Estas
coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo,
passais por aflições; mas tende bom ânimo;
eu venci o mundo”.
No livro de Tiago, 5.14,15, podemos testificar que a doença
e o pecado existem: “Está alguém entre vós
doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam
oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em
nome do Senhor. E a oração da fé salvará
o enfermo, e o Senhor o levantará; e se houver cometido
pecados, ser-lhe-ão perdoados”.
Os cristãos, entretanto, sabem enfrentar a dor, o sofrimento,
a morte e a doença com dignidade, sabendo que “todas
as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”
(Romanos 8.28).